Índia by Virginia Gutierre [equipe Teresa Perez]

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Gratidão. A palavra que expressa minha experiência na Índia.

Eu não seria capaz de transcrever todos os detalhes de forma tão especial quanto tudo aconteceu. Talvez minha viagem se resuma a estar no lugar certo, na hora certa. Mas, eu acredito ser possível, sim, fazer acontecer lugar + hora uma combinação perfeita, sem ser mero acaso. Aliás, esse hoje é meu desafio como consultora de viagens, um desafio pessoal para tentar conhecer o mundo da melhor forma possível. Tenho certeza de que esse é o nosso desafio como empresa.

A Índia é o segundo pais mais populoso do mundo, perdendo somente para a China, que tem 300 milhões de habitantes a mais, porém, também, cerca de 3 vezes mais espaço. E no meio de toda esta gente, tem muita sujeira, desrespeito. Na verdade, não é preciso muitos bilhões de pessoas e pouco espaço para aparecer a sujeira e o desrespeito. No Brasil nós temos quase o tamanho da China e um bilhão e cem milhões a menos de gente que a Índia, e ainda assim temos muita sujeira e desrespeito.

Por isso eu não vou falar de pobreza, apesar deste ser um dos cartões postais mais populares

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da Índia. Também não pretendo falar do Taj Mahal, ele fala por si só.

Ali, conheci pessoas que se preocupam com pessoas. Pessoas que se preocupam com seu espaço – por mais apertado que ele seja –, que se preocupam com o meio ambiente.Minha Cidade preferida foi Ranthambore! Oficialmente o nome da cidade é Sawai Madhopur, porém, ela é popularmente conhecida como Ramthambore, por conta do Parque Nacional.

Não é toda cidade na Índia que tem água tratada, e aquelas que não têm uma fonte própria, trazem a água de cidades vizinhas. Porém, o encanamento é sujo e a água chega sempre contaminada. Ranthambore é uma das poucas cidades que possui água tratada no país, justamente por ter uma área preservada de aproximadamente 1.334km². E é exatamente ali que vivem os tigres. Com um projeto de preservação dos felinos, que estavam quase extintos algum tempo atrás, a área acabou sendo preservada também – e com isso o subsolo intacto abastece a cidade com água.

Tive a chance de visitar a comunidade Dasktar. Ali, um grupo de mulheres produzem artigos artesanais – maravilhosos diga-se de passagem – e com a renda arrecadada da venda dos itens, elas sustentam suas famílias.

Talvez pelo fato de nunca ter feito um safári na África, estar dentro do jipe em busca dos tigres foi uma experiência incrível! Ter a chance de encontrar a Lady of the Lakes – a tigresa mais famosa e antiga do parque, pode ter sido sorte de principiante. São 1334km² de área, somente 275km² com acesso aos jipes e um total de 44 tigres, então eu prefiro dizer que, além de sorte, fomos presenteados.

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E as surpresas não acabavam: The Kite Festival in Jaipur! O Festival de Pipas só acontece uma vez ao ano e foi bem no dia que estivemos na cidade. Uma das coisas mais incríveis que já vi na vida! Milhares e milhares e milhares de pipas no céu. Crianças, meninos e meninas. Adultos. Todos empinando suas pipas coloridas em cima dos telhados, nas ruas, correndo para pegar as pipas “derrotadas”. O céu estava azul e limpo. Lindo demais!

Me sinto feliz por ter vivido tudo isso e tantas outras experiências impossíveis de registrar em um pequeno texto, são muitas! No mais, a Índia é a Índia, colorida como nossa vida deveria ser, amorosa feito mãe de filho único, grande!

A Índia tem muitas características e dentre elas, sem duvida é ser inesquecível.

Comments

Que lindo relato Vi, a Índia realmente é incrível e impossível não se inspirar… parabéns!

posted by Luciana on 07.05.13 at 18:30

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